domingo, 30 de janeiro de 2011

Gostamos do jacaré: projecto 2 histórias


No grupo 3 de Meãs do Campo a Matilde gostou muito do jacaré de que fala o poema de Álvaro Magalhães, foi para casa e fez uma pesquisa com a mãe sobre este animal. Depois, na nossa sala,  fomos à procura na internet de mais informação e explorámos diferentes formas de o conhecer.
Andámos como o jacaré

Desenhámos o jacaré a partir do nosso corpo... tem uma boca grande!!!
Tem 4 patas, uma cauda com picos, 4 dedos em cada pata.
Pintámos o jacaré pequeno

Depois pintámos o jacaré pequeno (fizemos 3) para fazer um puzzle. Depois de seco, dobrámos a folha em muitas partes (2,4,8,16) e cortámos 16 quadrados.


E cá está o puzzle!



sábado, 29 de janeiro de 2011

Escrever uma história


Saramago deixou-nos o desafio de escrever as histórias para crianças que ele não sabia escrever...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Bela Adormecida

Tudo começou em Outubro nas minhas idas aos jardins de infância para apoiar as minhas colegas na área das expressões musical e dramática. No jardim de infância de Meãs começámos por "descobrir" a história da Bela Adormecida, que todos conhecíamos, a partir da musica gravada de Tchaycovski.
Depois partimos à descoberta dos sons dos instrumentos de orquestra... E vamos continuar a descobri-los, mas ao mesmo tempo vamos voltar à história da Bela Adormecida na forma dançada.
Fica aqui um pequeno filme para aguçar o apetite.

Ofélia

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Gráfico com palavras:projecto 2 histórias


Em Dezembro de 2010 publicámos um gráfico com palavras elaborado no JI de Meãs (grupos 1 e 2). Hoje deixamos aqui outra forma de fazer a mesma actividade, desta feita pelo grupo 2 do JI de Carapinheira. Sobre o potencial educativo desta actividade será interessante consultar metas de aprendizagem lançadas pelo Ministério da Educação, na área de Expressão e Comunicação (domínio reconhecimento e escrita de palavras e domínio organização e tratamento de dados).



Grupo 2 do JI de Carapinheira

Eleições presidenciais


Hoje, na conversa da manhã falámos de eleições, porque o nosso jardim-de-infância funcionou como secção de voto!
-O que é votar? 
-É um papel.
-Está escrito, tem lá letras.
-Eu fui votar com a minha mãe aqui nesta sala!
O meu pai fez uma cruz…


E sabem porque é que os pais vieram votar?
-Para ganhar mais dinheiro.
-Não, não, nós votamos nos animais! (em referência à nossa votação num projecto).
-Não era nada para animais, era para a Junta!
Lembram-se  quem era o Presidente da República quando falámos dos 100 anos da República?
-Sim era o Cavaco Silva.
-E agora, depois dos pais votarem?
- Ficou outra vez o Cavaco Silva!!!!!

                                                                         Sala 2 – JI Meãs

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Cozinhar com quem gosta de nós

A tia Maria e a avó Lurdes foram ensinar-nos a fazer bolinhos de abóbora, mais conhecidos por filhoses!
A Gabriela, a neta, que ficou encarregue de registar a receita das filhoses!
A receita: 2 abóboras (cozida e muito bem espremida);3 ovos; 2 pacotes de farinha; tudo muito bem mexido e depois vai a fritar.
Envolvem-se em açúcar e canela e...
E aqui estão!! Uhhhh… que bons!
No fim agradecemos e a Gabriela “leu” a receita a todos os meninos!

Grupo 2 do JI de Meãs

Agora nós: grupo 3 do JI de Meãs

Não tem sido fácil enviar informação, mas temos feito muitas coisas! Olhem só o que temos feito no projecto 2 histórias

No campo,à procura de animais

Encontrámos uma aranha

Nos livros à procura dos nomes dos animais

Na descoberta do número de letras que têm os nomes dos animais

A organizar as palavras por "tamanhos" (nº de letras) para construir um gráfico

Teatro de fantoches com animais

Um jogo inventado pela Zé:a cabeça e o corpo do animal

sábado, 22 de janeiro de 2011

Competências TIC

Não deixem de espreitar esta conferência divulgada pela DGIDC aqui

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Notícias de um currículo emergente


Projecto o mar
Lembram-se do projecto "O mar"? Pois é, sempre dançámos uma música sobre o mar na festa de Natal (Dulce Pontes)  e fomos perguntar aos adultos porque é que a água do mar é salgada. Os pais e os irmãos foram à internet e aos livros à procura e mandaram muitas folhas com respostas que a Teresa organizou num caderno. Ainda não temos uma resposta muito certa, mas já vamos ensaiando algumas...

"Porque a água bate nas rochas, e depois leva o sal das rochas para a água e depois fica no fundo da água"- Inês

Continuamos as nossas explorações a propósito do mar.




O Pedro fez barcos em plasticina.











Um projecto novo a propósito do Inverno

Que forma tem um boneco de neve?
-Redondo, de bola - dizia a Mimi
E como é a forma redonda?
-É um círculo - repondeu a Mimi


Histórias contadas por pessoas nossas amigas



A mãe do Rodrigo contou a história "A ovelha que veio para jantar"
Grupo 2 do JI de Carapinheira

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Animais de estimação



Palavra puxa palavra, a propósito do poema de Álvaro Magalhães (projecto 2 histórias), o grupo 2 de Meãs do Campo conversou sobre os animais de estimação que gostariam de ter. Como na infância somos seres inteligentes, bem menos limitados que os adultos pelas restrições da lógica e do conhecimento do real, aqui fica o relato dos animais de estimação que as crianças gostariam de ter...


·      Um coelho para brincar com ele - RS             
     Um rinoceronte para brincar comigo com a minha mana, o meu pai e a minha mãe –JP
·      Um coelho, porque sim – I
·      Um leão porque tem um rabo, patas e posso dar-lhe comida - D
·      Pinguim porque é grande – R
·      Um burro, não dois burros para lhes dar comida – P
·      Um coelho para eu brincar mais o meu primo – F
·      Um elefante para eu brincar com ele – E
·      Leão porque eu queria ter um leão em minha casa – M
·      Um gato, porque sim, cor-de-rosa – B
·      Um cavalo porque eu quero fazer uma tourada – ZE
·      Um rato porque é engraçado e eu posso brincar com ele – BS
·      Uma tartaruga, para ter na minha mão uma tartaruga pequenina – G
·      Uma aranha para eu tratar dela – V
·      Um touro para eu brincar na tourada – C
·      Uma traça para eu tratar dela – G
·      Um elefante com uma tromba para eu andar com ele de cavalinho – ZP
·      Uma vaca para eu brincar com ela – JC
·      Um gato porque é giro – TS

     Como nos diz Manuel Sarmento, reconhecido sociólogo da infância da Universidade do Minho, é isto que caracteriza a linguagem da infância e a aproxima da poesia. E é por isso, contra todos os maus ventos e marés, que continuo a gostar de ser educadora! 
è

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aprender com os outros tão diferentes de nós, sem querer ser como eles

Hoje pensei que uma reflexão sobre o que se faz em educação de infância noutros países nos podia ser útil. Lembrei-me do tão balado  modelo sueco e fui à procura de algo que pudesse motivar a nossa reflexão. Só encontrei material em inglês. Mas como se trata de um filme, penso que todos conseguirão compreender o essencial.
É interessante verificar como esta proposta educativa, reconhecida internacionalmente, nomeadamente na preparação das crianças para um percurso escolar, se afasta tanto das práticas comuns de "pré-escolarização" no nosso país. Sem deixarmos de ser quem somos, com a nossa história e a nossa cultura, talvez fosse bom pensar que temos algo a aprender com os outros.
Sendo a educação pré-escolar a primeira etapa da educação básica, ela pode sê-lo de diferentes formas. Podendo definir-se a meta onde queremos chegar (ou as metas) é bom que não enveredemos por caminhos que no obriguem a percursos desnecessários, ou até penosos, para lá chegar...
Sobretudo será importante não esquecer, como diria Dewey, que a escola (neste caso o Jardim de Infância) também é um espaço onde se vive.
Precisamos de procurar "uma pedagogia de fronteira", de que nos vem falando ultimamente Teresa Vasconcelos, para afirmar que o  Jardim de Infância é uma escola, mas não é uma escola igual às outras. O Jardim de Infância é uma escola em que vivemos hoje e simultaneamente nos projectamos para o futuro (adultos e crianças).

domingo, 16 de janeiro de 2011

A propósito do projecto 2 histórias

Temos tendência a desvalorizar aquilo que fazemos no JI. Há coisas que fazemos tão naturalmente que já não reparamos no seu potencial educativo.
Em todos os grupos de JI do nosso agrupamento, a actividade de culinária realizada de forma regular é uma realidade (há grupos em que é realizada semanalmente). Estamos conscientes das oportunidades que esta actividade nos proporciona para trabalhar conceitos matemáticos (ver por exemplo, brochura com a chancela do Ministério da Educação), mas também do seu potencial para desenvolver nas crianças as capacidades manipulativas essenciais, a autonomia, para ajudar a sensibilizar as crianças para uma alimentação saudável, para trazer as famílias ao JI (principalmente avós com as suas receitas),  etc.
Mas há algo suficientemente informativo sobre o potencial educativo destas actividades que esclarece  qualquer dúvida: as crianças atingem níveis de implicação elevados (para um esclarecimento do conceito, ver a propósito os materiais a que temos vindo a divulgar neste espaço sobre o SAC).

 

Desta vez, no grupo 2 do JI de Meãs do Campo fizeram-se bolachas com forma de animais, estabelecendo relação com os animais referidos no poema de Álvaro Magalhães.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

+ notícias sobre o projecto 2 histórias

Este projecto, que assumimos como ensino por projectos e que não confundimos com a aprendizagem por projectos que nos orienta metodologicamente, é, apesar de tudo, algo que se deseja participado pelas crianças ao longo de todas as fases. Ou seja, sendo as propostas de actividades das educadoras, elas são abertas ao contributo das crianças no seu desenho, orientação e até oportunidade.
Mas o que melhor define este projecto, pensado para trabalhar a palavra escrita, é  a preocupação com a multidisciplinaridade. Desta feita chegou a vez das artes.

No grupo 1 e 2 de Meãs do Campo experimentou-se a descoberta, através do corpo, dos animais de estimação de que fala Álvaro Magalhães. Assim se desenrolou um jogo de expressão corporal,  com regras:
1- movimentar-se expressivamente pela sala ao som de música, sem correr, sem chocar uns com os outros, ocupando todo o espaço;
2- movimentar-se como o animal que a educadora nomeia quando pára a música.

Como se movimenta uma lombriga?!



domingo, 9 de janeiro de 2011

Cantiga de reis:aprender uma canção e dramatizá-la




Da porta do Oriente são chegados os 3 reis
Os 3 reis andam guiados
Uma estrelinha os guiou
No alto duma cabana
Uma estrela se pousou

A cabana era pequena
Não cabiam todos 3
Adorar o Deus Menino
Cada um por sua vez



                                                       












quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Música de reis

Hoje, dia de reis - um dia incontornável nos jardins de infância de norte a sul do país, um dia que pertencendo ao calendário católico também é incontornável por razões culturais numa escola que se preconiza laica- li o texto de um amigo meu no facebook que me fez reflectir sobre as decisões curriculares oficiais, mas também sobre as práticas curriculares nas escolas e jardins de infância.


"A problemática da aprendizagem mais do que nunca é um sorvedouro de vontades e entusiasmos, sempre desejoso de se poder encontrar a porta certa da sua morada, mas sempre,também, incapaz de devolver felicidade concretizada a quem por estes caminhos persiste em deixar as suas pegadas. Em todos os domínios do saber esta incerteza peleja e quase nunca um sorriso persistente se consegue sobrepor a um taciturno desânimo de quem quer dar aos outros o melhor de si, no tempo mais célere e consequente!
Assim acontece também no campo científico da Música. Hoje, é indiscutido e todos sabem, o valor interventor que esta disciplina pode ter no desenvolvimento cognitivo, afectivo e motor de todos os seres, abrindo-lhes ou mesmo rasgando-lhes horizontes e permitindo-lhes o acesso a verdades comportamentais determinantes.
No ponto de encontro destes dois conceitos se pode concluir que, hoje, e mais do que nunca, um desenvolvimento equilibrado e optimizado, não agressivo e moldante, do próprio ser na sociedade envolvente, nunca se consegue atingir sem à Música dar um lugar e uma palavra.
Contudo uma dificuldade se nos põe: as gerações anteriores que agora julgam e decidem, por força do seu escalão etário, nada beneficiaram dos conteúdos que agora entendem como essenciais e insistentemente apregoam! E daí resulta que tudo o que dizem, outra direcção não têm que não seja a celebre e tão usada "sexta (cesta) secção!!!" , ou seja, o Lixo.
E a música continua, na sua essência, a ser um factor lúdico de manipulação, subaproveitada no seu potencial de participação social e incompreendida na sua existência plurivalente de formação humana!" Virgilio Caseiro

Querendo fazer jus às  verdades educativas inerentes a este texto deixo-vos um filme que inspirou o trabalho do dia de reis nas 3 salas do jardim de infância de Meãs do Campo. Porque afinal a música já cá estava quando nós nascemos, quando nasceram os nossos pais e avós, quando nasceu o Menino Jesus...e muito antes disso. A música inventada por homens e mulheres para transmitir ideias e sentimentos a propósito da vida dos homens, mesmo não se escrevendo, passa de orelha a orelha e é um legado cultural inolvidável no currículo.