quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Reinvenção da história do coelhinho branco


Continuamos a pensar nos animais, a propósito do projecto 2 histórias  e, no outro dia, fizemos uma visita aos coelhos.
Depois, já na sala, a Zé contou a história do Coelhinho Branco.
Gastámos algum tempo a descobrir os personagens e acrescentámos mais um animal à história, o gato.
Pensámos em conjunto nas características de cada animal e na sua voz. Por fim, dramatizámos a história.
À procura de critérios de classificação de animais


Construção de adereços
Dramatização

Grupo 3 do JI de Meãs

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O valor nutricional educativo da mousse de chocolate

A mousse é altamente calórica, leva muito açúcar e gorduras e, por isso, não a devemos comer com frequência.  Essa informação é dada às crianças quando nos propomos cozinhar com elas . Porém, podemos também fixar-nos no valor nutricional educativo da mousse de chocolate, desta vez confeccionada pelo Grupo 2 do JI de Meãs.
Observar

Comportamento motor fino

Cooperação

Exploração sensorial

Ficha de Registo de Observação
Data: 10 de Fevereiro 2011

Crianças
Desempenho
Implicação
1.      
A1
M
M
2.      
A2
A
A
3.      
A3
A
A
4.      
A4
A
A
5.      
A5
M
M
6.      
A6
M
M
7.      
A7
A
A
8.      
A8
A
A
9.      
A9
A
A
10.   
A10
A
A
11.   
A11
A
A
12.   
A12
A
A




Homenagem aos meus amigos e colegas do 1º ciclo

Encontrei um texto num blogue, assinalado como sendo de autor anónimo e não resisto, tenho de o partilhar! É uma homenagem que faço a todos os meus colegas e amigos professores do 1º ciclo do ensino básico que muito estimo e respeito e também uma reflexão a propósito da leitura e escrita na Educação Pré-Escolar.
Não querendo encetar nenhuma discussão em torno dos métodos de aprendizagem da leitura e escrita, apenas quero realçar que na Educação Pré-Escolar "alfabetizamos sem receita".


Receita de Alfabetização

Ingredientes:
1 criança de 6 anos
1 uniforme escolar
1 sala de aula decorada
1 cartilha

Preparo:
Pegue 1 criança de 6 anos, limpe bem, lave e enxague com cuidado. Enfie a criança dentro do uniforme e coloque-a sentadinha na sala de aula (decorada com motivos infantis). Nas oito primeiras semanas, sirva como alimentação exercícios de prontidão. Na nona semana, ponha a cartilha nas mãos da criança.
Atenção - tome cuidado para que ela não se contamine com o contato de livros, jornais, revistas e outros materiais impressos.
Abra bem a boca da criança e faça com que ela engula as vogais. Depois de digeridas as vogais, mande-a mastigar uma a uma as palavras da cartilha. Cada palavra deve ser mastigada no mínimo sessenta vezes. Se houver dificuldade para engolir, separe as palavras em pedacinhos.
Mantenha a criança em banho-maria durante quatro meses, fazendo exercícios de cópia. Em seguida, faça com que a criança engula algumas frases inteiras. Mexa com cuidado para não embolar.
Ao fim do oitavo mês, espete a criança com um palito, ou melhor, aplique uma prova de leitura e verifique se ela devolve pelo menos 70% das palavras e frases engolidas.
Se isso acontecer considere a criança alfabetizada. Enrole-a num bonito papel de presente e despache-a para a série seguinte.
Se isso não acontecer, se a criança não devolver o que lhe foi dado para engolir, recomece a receita desde o início, isto é, volte aos exercícios de prontidão. Repita a receita quantas vezes for necessário. Se não der resultado, ao fim de três anos enrole a criança em um papel pardo e coloque um rótulo: aluno repetente.

Alfabetização sem Receita
Pegue uma criança de seis anos mais ou menos, no estado em que estiver, suja ou limpa, e coloque-a numa sala de aula onde existam muitas coisas escritas para olhar, manu.sear e examinar.
Sirva jornais velhos, revistas, embalagens, anúncios publicitários, latas de óleo vazias, caixas de sabão, sacolas de supermercado, enfim, tudo o que estiver entulhando os armários de sua casa ou escola e que tenha coisas escritas.
Convide a criança para brincar e ler, adivinhando o que está escrito. Você vai descobrir que ela sabe muita coisa!
Converse com a criança, troque idéias sobre quem são vocês e as coisas que gostam ou não. Depois escreva no quadro algumas coisas que forem ditas e leia para ela.
Peça à criança que olhe as coisas escritas que existem por aí, nas ruas, nas lojas, na televisão. Escreva algumas dessas coisas no quadro.
Deixe a criança cortar letras, palavras e frases dos jornais velhos. Não esqueça de pedir para que ela limpe a sala depois, explicando que assim a escola fica limpa.
Todos os dias leia em voz alta alguma coisa interessante: historias, poesia, notícia de jornal, anedota, letra de música, adivinhação, convite, mostre numa nota fiscal algo que você comprou, procure um nome na lista telefónica. Mostre também algumas coisas escritas que talvez a criança não conheça: dicionário, telegrama, carta, livro de receitas.
Desafie a criança a pensar sobre a escrita e pense você também. Quando a criança estiver tentando escrever, deixe-a perguntar ou ajudar o colega. Aceite a escrita da criança. Não se apavore se a criança estiver comendo letras. Até hoje não houve caso de indigestão alfabética.
Invente sua própria cartilha, selecione palavras, frases e textos interessantes e que tenham a ver com a realidade da criança. Use sua capacidade de observação, sua experiência e sua imaginação para ensinar a ler. Leia e estude sempre e muito.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Afinal para que serve a educação pré-escolar: um "novo" estudo

auto-contro na infância
Não deixem e ler. Está em inglês, mas podem sempre colocar o texto no tradutor automático.

Ainda apontamentos da semana que passou

Porque o desenho não é só uma forma de expressão na infância, ele pode desenvolver-se e ampliar a capacidade de representação e comunicação de cada criança, foi lançado um desafio: "vamos lá para fora e desenhamos a coisa mais bonita que encontrarmos".












A Beatriz contou a história



Às vezes, o papel do educador, o que ele pode fazer de melhor para activar o desenvolvimento das crianças, é não atrapalhar, deixar acontecer.

Alguns dramatizaram a história

Grupo 2 do JI de Meãs

                                      




domingo, 13 de fevereiro de 2011

Apontamentos do projecto 2 histórias

Classificação por habitat
Está a chegar ao fim a exploração didáctica do poema de Álvaro Magalhães nas diferentes salas do agrupamento. Aqui ficam mais dois apontamentos.

Tal qual grandes cientistas, na sala 1 do JI de Meãs, discutimos critérios para agrupar os animais e fizemos um esquema a partir do critério habitat (classificação)

Pictograma do poema




Na sala 1 do JI de Carapinheira fizemos uma espécie de pictograma com as imagens dos animais. Agora é mais fácil ler o poema.

Ciência e arte com sombras

Primeiro começámos por explorar as nossas sombras projectadas na parede. Tal como é sugerido na brochura "Despertar para a ciência: actividades dos 3 aos 6 anos" fizemos uma actividade para descobrir se as "sombras crescem" e porquê.
 Depois experimentámos contornar as nossas sombras, pintar, digitalizar, tornar a pintar...
                              
Grupo 1 do JI de Carapinheira

Apontamentos vários da sala 2 do JI de Carapinheira

Era uma vez um Kiwi, uma Tangerina e um Limão...
Esta semana foi na sala 2 do JI de Carapinheira que fizemos
fantoches com frutos.

Vimos pinturas de Cézanne e quisemos pintar em tela







sábado, 12 de fevereiro de 2011

Projectos da sala 1 do JI de Meãs

“Escutar a voz das crianças” leva-nos a privilegiar o brincar como ponto de partida para o trabalho pedagógico a desenvolver. As crianças tornam-se autónomas e capazes de gerir a sua própria brincadeira e o seu próprio processo de aprendizagem.
Falando dos animais…depois das crianças terem visualizado imagens sobre o mar falaram/discutiram  sobre o mar.


Educadora - O Mar...
- Tem água salgada.
-Tem golfinhos… peixes grandes e pequenos.
- Há peixes de vários feitios e cores (palhaço, polvo, espada, martelo, vermelhos, amarelos…
- O rio é mais calminho que o mar.
- Algumas vezes é mais valente e leva as pessoas ao chão.
- No mar há algas, plantas…
- O mar é azul!
- Não, é castanho.
- As rochas é que são castanhas!
- No fundo do mar há baleias, pérolas e homens que são os mergulhadores.
- A praia é água e areia.
- As baleias não podem estar perto da areia…porque os barcos depois pescam…
Educadora - Porque é que os peixes grandes não andam perto da areia?
- Porque faz muito calor e eles podem-se queimar!
Educadora - Será? Podíamos inventar um mar...
Fizeram o projecto e mãos à obra, com criatividade e cooperação a brincadeira instalou-se!


Ainda a propósito de animais... a Matilde e a Gabriela desenvolveram um projecto à volta dos coelhos. A coelheira que inventaram "tem coelhos de brincar lá dentro" (diz a Matilde). E são tão giros e fofos os coelhos verdadeiros!
"E já sabemos como nascem". A Marília (educadora)  também gosta de coelhos e ajudou na pesquisa.





 As coisas acontecem assim, em catadupa. Às vezes prevemos o que pode acontecer, outras vezes as coisas surgem e só agarramos as oportunidades. O pai do Guilherme ofereceu muitos dinossauros para  a nossa sala. Foi um instante até um grupo de rapazes se lançar num projecto à volta dos dinossauros.


Grupo 1 do JI de Meãs

Clocktwover: o dilema

Conseguimos arranjar um bocadinho, no grupo 1 do JI de Carapinheira, numa semana complicada, para ver o filme "Clocktwover", publicado no dia 4 de Fevereiro no blogue. Como é que as crianças contaram a história?

"Era uma vez uma menina que estava a dançar num relógio. O vestido tinha a roda dentada que  fazia rodar as outras e o relógio mexer. Mas a menina queria ver o mundo lá fora que tinha balões bonitos, com muitas cores.
Então, ela foi à janela, espreitou e havia muitos balões. Desceu, abriu a porta e o mundo ficou cinzento! Ela ficou muito triste. Punha a mão nos balões e eles ficavam de cor, mas pouco tempo.
Depois pensou que se fosse dançar para o relógio ficava tudo normal. Voltou, o relógio voltou a rodar e um balão foi lá para dentro ter com ela, porque a janela estava aberta"


Ofélia- Se vocês fossem a menina, o que é que faziam? Iam lá para fora, ficavam no relógio? 
Alguns meninos, mais ou menos em coro - Preferíamos andar cá fora, mas queremos o mundo normal! 


Esta foi uma primeira abordagem, retomaremos este dilema mais tarde. Quem sabe os caminhos por onde nos levará!

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Crianças, cidadãos de pleno direito

Ainda não fez um ano que defendi uma tese de doutoramento que assumia uma vertente interventiva a favor do direito das crianças à participação. Para que esse direito seja reconhecido e incluído nas práticas sociais é necessário acreditar que as crianças são competentes, fazem parte da sociedade global a que todos pertencemos - assumindo nos comportamentos sociais as particularidades inerentes à geração a que pertencem e ao contexto onde vivem - têm coisas a dizer sobre essa sociedade, influenciam-na e são por ela influenciadas.
Um exemplo...

"O YouTube tem vários vídeos da pequena Nina com gracinhas mais ou menos próprias dos seus quatro anos. Neste, a menina explica o que se passa no Egito. E o que se passa é que ´há "luta". Entre o Presidente e "as pessoas normais", que "não têm dinheiro", enquanto o Presidente têm "montes de dinheiro". As "pessoas normais" trabalham e não recebem, pelo que ficaram "zangadas" com o Presidente. Tudo acompanhado de uma expressiva linguagem gestual..." aeiou.visao.pt

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Era uma vez uma laranja, um Kiwi e uma maçã


Porque estes meninos adoram fantoches...

A fluência imaginativa, base da criatividade e também da resolução de problemas, precisa de oportunidades para se desenvolver. O grupo 1 do JI de Carapinheira inventou uma história em torno de 3 personagens (fantoches feitos com frutos verdadeiros, mais uns olhinhos de colar e um pauzinho) e mostrou como é possível criar novos mundos em que o real e o imaginário se misturam. Os frutos continuaram frutos, mas agora com identidade e personalidade. Explorada a história no fantocheiro, foi depois igualmente explorada com "actores e actrizes de carne e osso". Foi possível conversar e vivenciar  a diferença entre o teatro de objectos animados e o teatro de actor (ver Metas de Aprendizagem)
Fica a ideia.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Um filme, uma história

Uma amiga minha colocou um filme de animação no facebook que não resisto a partilhar convosco. Pode ter diferentes "leituras". Estou desejosa de descobrir as "leituras" das crianças...

Escolas com vida fora de portas

Passeando pela vila da Carapinheira

Ultimamente temos ouvido muitas colegas queixarem-se que é difícil sair do JI e, pouco a pouco, a educação pré-escolar, por isso e outras razões, vem ficando limitada a um espaço emparedado, limpo, com material dito adequado e tantas vezes pouco desafiador. A vida fica lá fora, vê-se da janela, idealiza-se nos filmes, nos livros, no computador... Mas há tantas coisas que podemos aprender fora de portas, fazendo da rua uma escola!
Todas as crianças deveriam ter o direito de sentir, por exemplo, as diferenças entre os animais reais e os bonecos de peluche que recebem no Natal.


Grupos 1 e 2 do JI de Carapinheira

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Brincar

Brincar é o que mais fazemos no nosso JI.  Inventamos na sala e na rua maneiras diferentes de pensar o que nos rodeia.



Com a ajuda da Sandra construímos um jogo muito engraçado, o "bingo dos animais"
Fizemos umas peças redondas em massa,  a Sandra fez uns cartões com imagens e os nomes dos animais (projecto 2 histórias).
Para jogar sentamo-nos com um  cartão à frente e a Sandra tira de um saco um cartão com o nome de um animal. Nós olhamos para a palavra que ela tem na mão e vamos procurar no nosso cartão uma igual, assim ficamos a saber qual é o animal que saiu. Se tivermos uma palavra igual pomos em cima da imagem uma peça daquelas que nós fizemos. Quando temos todas as imagens com uma peça gritamos: BINGO!!!

                                                                                     Grupo1 do JI de Carapinheira