segunda-feira, 29 de abril de 2013

25 de abril

Na quarta-feira passada, dia 24 de abril, falou-se do feriado de 25 de abril no JI de Carapinheira.
Na sala Branca de Neve os meninos falaram de liberdade:
- É falar, é voar! é andar na rua! - R
- Éuma gaivota a nascer! é poder falar! - C
- É jogar nos jogos; é uma papoila a crescer! - M.R.
- É sair de casa, ir à praia. É não lutar! - F
- É ir às festas e andar de bicicleta - R
- É poder ir às feiras. É ver o canal Panda - G
- É brincar com os brinquedos em casa - M. S.
 -É crescer! É brincar! - A
 -é ser forte! - M.
- É andar a pé! - F


Na sala Palhaço, a Ofélia usou a metáfora de uma história de uma série televisiva antiga (Rua Sésamo), para apoiar a construção das ideias de ditadura e democracia. Como os meninos ainda não fazem ditados e composições escritos experimentaram o desenho ditado e o desenho livre, para concretizar as imagens da história.


Cravo Grande e Cravo Pequeno
«Cravo Grande - Sabes porque é que este dia, o 25 de Abril é um dia especial?
Cravo Pequeno - Sei. Porque foi o dia em que tu nasceste.
Cravo Grande - Que ideia! Não é especial por eu ter nascido. É porque foi o dia em que nasceu a Democracia.
Cravo Pequeno - A quê?
Cravo Grande - Democracia, sabes o que é? E Ditadura?
Cravo Pequeno - Também não. Só sei o que é ditado.
Cravo Grande - Muito bem. Explica-me lá o que é ditado.
Cravo Pequeno - Uma pessoa dita e tu tens de escrever o que ele dita. Se não for igualzinho tens má nota.
Cravo Grande - E se quiseres dar a tua opinião?
Cravo Pequeno - Isso é uma composição! Posso escrever o que quero.
Cravo Grande - E isso mesmo. A ditadura é como o ditado, tens de fazer o que te dizem sem reclamar, senão podes ser preso. A Democracia é como uma composição, podes dar a tua opinião, podes escolher o que quiseres.
Cravo Pequeno - E o que é que isso tem a ver com o 25 de Abril?
Cravo Grande - É que em Portugal, antes de 25 de Abril de 1974, que foi o dia em que eu nasci, havia uma Ditadura e, em tal dia, uns militares que não queriam aquela ditadura fizeram a revolução e então nasceu a Democracia.
Cravo Pequeno - É por isso que te chamam 25?
Cravo Grande - Sim, é por esse motivo.
Cravo Pequeno - Eu acho é que deviam ter-te chamado composição.»


O 25 de abril e a história dos cravos vermelhos foi também uma oportunidade para fazer uma experiência, na sexta-feira) e descobrir a importância da água para as plantas.

1º- tínhamos 6 flores brancas (registo individual)
2º- as flores colocadas em água colorida ao fim de 1 hora (foi feita observação desarmada, com lupa  normal e eletrónica)
3º- hoje, segunda-feira (observação desarmada)
4º- registo individual do resultado

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Árvores como esculturas

No JI de Carapinheira temos andado a falar da importância das árvores. Sabemos que são importantes para a qualidade do ar, para o nosso conforto em dias de sol, para produzir papel, para nos dar frutos que comemos, para servir de combustível e também pela sua beleza. Quisemos festejar a beleza das árvores e, por isso, na quarta-feira transformámos as árvores e arbustos do nosso jardim em esculturas de tecido. Ainda faltam algumas, estamos à espera dos trabalhos em croché dos alunos do 2º e 3º ciclos para continuar.
Vieram ajudar-nos os utentes do lar de terceira idade do Centro Social e Paroquia de Carapinheira que costuraram uma manta para o nosso cedro.













terça-feira, 23 de abril de 2013

Articulação do JI de Meãs com a EB1 de Casal Novo

No âmbito da atividade “Do jardim de infância para a escola e da escola para o jardim de infância", na passada sexta-feira vieram ao JI de Meãs os alunos da EB1 de Casal Novo, para partilharem brincadeiras, transmitirem aos mais pequenos os seus saberes e, claro, matar saudades. Foi uma manhã “curta”, vivida com muito entusiasmo. Os mais velhos prometeram voltar.




sábado, 20 de abril de 2013

O coelhinho branco


A sala 4 do JI de Meãs  está a fazer a exploração da história "O coelhinho
branco"notícia em brincaraqui

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mistérios sobre as plantas



  1. Tudo começou com a sementeira das batatas. Alguns meninos acham que as batatas nascem das flores das batateiras, outros acham que é debaixo da terra. Estamos à espera que cresçam para tirar as teimas.
  2. Depois semeámos feijões nos copinhos e observámos a germinação e o desenvolvimento das plantinhas. Uns cresceram mais depressa que outros, mas agora estão todos mais ou menos do mesmo tamanho.
  3. Agora surgiu a questão: será que os feijoeiros se desenvolvem melhor se ficarem nos copinhos ou lá fora na terra? Plantámos metade na horta e deixámos os restantes nos copinhos.
  4. Ontem ofereceram-nos rebentos de manjerico e fizemos uma plantação na sala. Uns são pequenos, outros maiores. Será que vão ficar todos do mesmo tamanho, como aconteceu com os feijoeiros?




quarta-feira, 10 de abril de 2013

Será que se mistura?


O grupo 2 do JI de Meãs tem andado às voltas com o café. Afinal, o ingrediente essencial que se encontra num Café. E eles tem um café na sala! Onde se bebem outras coisas em chávenas de café, claro!
E o café será que se mistura com água? Café em grão, café moído... e também café instantâneo, ótimo para fazer pinturas.notícia em brincaraqui

quinta-feira, 4 de abril de 2013

sexta-feira, 29 de março de 2013

Rotina diária

Porque me foi pedido cá fica um post sobre a rotina diária.
A rotina diária das salas do JI de Carapinheira é semelhante nas duas salas, está afixada à entrada de cada sala, visa criar alguma estabilidade e assim garantir um ambiente de segurança e de autonomia às crianças.

Porém, esta rotina apenas pontua ao longo do dia a forma como os grupos se organizam, pouco diz sobre o tipo de atividades curriculares. Mas há algumas atividades que se encontram calendarizadas  ao longo da semana, como sejam as saídas ao exterior, as atividades de culinária, a leitura em vai e vem,  as trocas entre salas...
Em meados do segundo período surgiu também no grupo 1 (sala Palhaço) um outro tipo de calendarização por sugestão das crianças que, ao consciencializarem  a existências destes dias fixos para determinadas atividades, sugeriram um dia fixo para atividades de inglês, para atividades de música, para atividades de escrita, para atividades de "teatro", para "experiências", etc. Ou seja, sugeriram que nos momentos de atividade em grande grupo, em que a educadora oferece uma atividade, pudessem também prever de alguma forma o que vai acontecer. Assim tem acontecido, as crianças mais velhas (sobretudo essas) adoram ir à planificação que fizemos e lembrar-me o tipo de atividade que devo oferecer-lhes...

domingo, 24 de março de 2013

A melhor idade para aprender a ler


Acabadas as avaliações do 2º período, deparei-me com o facto de maior parte dos meninos do grupo dos grandes já saber ler (grupo Palhaço), ou estar a iniciar processos avançados de decifração do escrito. Alguns pais ficaram preocupados, devido "à desmotivação na escola" formal.
É um facto que a função do Jardim de Infância não é a escolarização precoce, mas também não é (isso é que não pode ser nunca!) a negação da inteligência e dos interesses das crianças que o habitam. Respondendo aos interesses deste grupo de crianças de forma lúdica, ou seja, sem usar estratégias de ensino formal, muitos aprenderam!
Por isso, não resisto a deixar aqui um texto de José Pacheco (in educare.pt).

Sempre as mesmas inúteis discussões. Sempre as mesmas abstrações. Quando se refere a palavra "aluno", de que aluno (em concreto) estaremos a falar? Do João? Da Maria? De nenhum... A melhor idade é a idade de cada qual.
Pensei que estivessem usando a expressão para (cruelmente) designar aquilo que, até há bem pouco tempo, designava, em linguagem pura e dura, a "terceira idade". Enganei-me. Em qualquer debate, a pergunta insistente passou a ser: "Qual a melhor idade para aprender a ler? Os 6, ou os 7 anos?"

Talvez ainda sejam organizados congressos para se encontrar resposta para uma pergunta que aporta um pressuposto - o de que todos deverão fazer o mesmo, aprender o mesmo, no mesmo momento: "Qual é a melhor idade para aprender a ler?" Perguntas sem sentido, pois conheço crianças de 4 anos aptas para a alfabetização e jovens de 10 anos sem condições para aprender a ler.

Sempre as mesmas inúteis discussões. Sempre as mesmas abstrações. Quando se refere a palavra "aluno", de que aluno (em concreto) estaremos a falar? Do João? Da Maria? De nenhum... A melhor idade é a idade de cada qual.

O processo de letramento é um processo de inclusão. Aprender a ler é desejo e esforço. A linguagem é produção social. E não pode ser ensinada como se todos fossem um só. A linguagem é aprendida socialmente, nas interações verbais, como nos avisam Baktin e Freire. Ao ensinar a ler como se todos fossem um só, a escola não promove o uso da leitura e da escrita como meio de comunicar e de assumir a cidadania.

Quando uma professora quis ensinar a letra fê, recorreu a uma daquelas frases de antologia, que só traduzem desprezo pela inteligência e criatividade da infância. Leu para toda a turma, ao mesmo tempo, do mesmo modo: "A mãe afia a faca."

"A Fia sou eu! - exclamou uma aluna.

"Não é nada disso, Jéssica! Eu disse afia! Afia é como... amola. Percebeste?"

"A mola?" - perguntou a aluna, com cara de nada entender.

"Sim. Amola! Já vi que compreendeste!" - concluiu a mestra.

Por este fonético equívoco e por outros é que alguém já disse que a linguagem é font_tage de mal-entendidos. Quando visitava uma escola, perguntei a um pequenito: "Estás a ler essa revista?"

"Não. Eu estou só vendo e cortando. Não estou lendo!"

Sábio moço! Tinha consciência de que cortar de uma revista palavras "que tivessem o ca e o co", como mandara fazer a professora, não era o mesmo que ler. Nunca lera Boff, mas sabia que cada leitor e cada escritor é coautor, que cada leitor lê e relê com os olhos que tem, porque compreende e interpreta a partir do mundo que habita.

O que está nos Planos Curriculares não logrou entrar na maioria das salas de aula. Uma pesquisa recente diz-nos que metade dos professores nem sequer leu o que lá está escrito. Talvez por isso, se deixem influenciar por quem quer rever um documento que nunca passou à prática. Talvez por isso, se deixem envolver em debates estéreis como os que visam definir "qual é a melhor idade para começar o fundamental".

Talvez por isso, os cursos remediativos de alfabetização de adultos cresçam exponencialmente. Já adultos, os alunos sabem porque querem aprender a ler: "Eu vim aprender a ler, para poder ler os bilhetes que estão nos bolsos do casaco do meu marido". Mas também os mais pequenos nos podem dar lições de pedagogia. Como a Luciana: "Ler é saber em silêncio."

Apesar das evidências, sei que os professores não são desistentes: "Os nossos alunos, na sua grande maioria, repudiam a escola, querem fugir dela. A nossa escola sufoca, não desenvolve a cidadania, mas nós acreditamos numa outra escola, e vamos lutar para que ela exista.

sábado, 23 de março de 2013

Porque gostamos uns dos outros


Ainda atividades da Páscoa


No JI de Carapinheira, primeiro fizemos a caça aos ovos. Desta vez o coelhinho deixou os ovos escondidos nas salas, se calhar porque chovia torrencialmente.
Depois fizemos um jogo de equilíbrio com os ovos e, finalmente, guardámos os ovos nas caixinhas que já tínhamos pintado.




Folar da Páscoa com a avó do Tiago

notícia em brincaraqui

Um garoto no café Arco-Íris

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