sexta-feira, 30 de março de 2012

As pedagogias em Educação Pré-Escolar

Divulgo porque é urgente falar disto em Educação Pé-Escolar...

REPENSAR AS PEDAGOGIAS (por Teresa Vasconcelos)

“(...) o desenvolvimento intelectual é fortalecido quando as crianças têm oportunidades frequentes para conversar sobre coisas que sejam importantes para elas.”
As pesquisas dos anos 70 ensinaram-nos que se a educação de infância (0-6 anos) não for de qualidade causa limitado impacto no desenvolvimento ulterior da criança, tornando-se uma oportunidade perdida.
Apesar do claro investimento neste nível educativo em anos recentes, continuamos a constatar, na prática de um número significativo de jardins de infância, modelos não construtivistas de aprendizagem, num suceder de atividades que não implicam as mentes das crianças. Ocupa-se o seu precioso tempo com a elaboração de tarefas mecânicas, fichas pré-concebidas e sem sentido. O mercado foi invadido de materiais pedagógicos, organizados “de acordo com as Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar”, mas que estimulam apenas aquilo que alguns autores apelidam de “competências académicas” (Katz, 2004)1, isto é, indutoras de uma aprendizagem mecânica e não construída da literacia e da numeracia.
Neste contexto, e salientando que corremos o risco de “desbaratar as mentes das crianças”, sublinho a necessidade de a educação de infância promover claramente o desenvolvimento intelectual das crianças através do recurso a linguagens múltiplas e englobando não apenas os conhecimentos e capacidades, mas também a sua sensibilidade emocional, moral e estética. Katz (2004)¹ afirma que as experiências de carácter intelectual fortalecem as disposições inatas das crianças em:
  - fazer sentido da sua própria experiência:
  ­ colocar hipóteses, analisar, elaborar conjeturas;
  - fazer previsões e verificá-las;
  - persistir na resolução de problemas;
  - tomar iniciativas e ser responsável pelo que se conseguiu fazer;
  ­ -antecipar os desejos dos outros, as suas reações (disposições sociais).
Pelo contrário, e ainda segundo Katz (2004), o enfoque académico incide em matérias que:
  - requerem cuidadosa instrução, repetição, prática que pode ser certa ou errada, correta ouincorreta, até se conseguir um completo domínio;
  - não podem ser aprendidas através de um processo de descoberta.
Neste caso, há uma exigência de que as crianças assumam um papel passivo, recetivo, em vez de um papel ativo. Ora a investigação mais recente tem demonstrado que o desenvolvimento intelectual é fortalecido quando as crianças têm oportunidades frequentes para conversar sobre coisas que sejam importantes para elas. Neste sentido insiste-se numa necessidade de metodologias de trabalho ativas, construtivistas, que impliquem a criança em processos de investigação, tais como o trabalho de projeto. A melhor forma de estimular o desenvolvimento intelectual das crianças é colocar-lhes interrogações, situações dilemáticas, problemas, possibilidade de escolhas múltiplas, oportunidade de frutuosas discussões, não proporcionando soluções uniformes ou estandardizadas tais como as que são colocadas por grande parte dos materiais pedagógicos que se encontram disponíveis no mercado.
Com o apoio atento do educador, as crianças tornam-se competentes, isto é, capazes de saberem fazer em ação, utilizando de forma integrada conhecimentos, capacidades e atitudes. Cabe aos profissionais de educação, dentro deste quadro de ideias, encontrar estratégias para as tornar seres intelectualmente alerta, com vontade de conhecer o mundo e com uma inesgotável sede de continuar sempre a aprender. Não desperdicemos as suas mentes!
( http://www.portoeditora.pt/espacoprofessor/pre-escolar-repensar-pedagogias/)

quarta-feira, 28 de março de 2012

Burros Apaixonados:um filme

A história dos Burros Apaixonados, uma criação coletiva do JI de Carapinheira, foi transformada em filme com a ajuda da Escola Profissional de Montemor-o-Velho. Muito obrigada pela preciosa ajuda!
Agora toda a gente pode ver a história sempre que quiser.


Páscoa

Celebração importantante do calendário religioso para os cristãos, ou celebração do renascimento da natureza (primavera) desde tempos longínquos para outros, a Páscoa também é oportunidade para assinalar a passagem do tempo que deve ser vivido em pleno quando se é pequeno. Galinhas de caixas de ovos, dança com os fatos da área dos disfarces, caça aos ovos que a coelhinha deixou no campo perto do JI... Enfim, um dia em cheio, este último dia letivo do 2º período.

terça-feira, 27 de março de 2012

Os elétricos estiveram no JI de Carapinheira

Quem são os elétricos?
Alunos, acompanhados dos seus professores, da escola profissional de Montemor-o-Velho que estão a ajudar-nos a aprender como tratar bem o planeta Terra.


domingo, 25 de março de 2012

5 dias 5 histórias: último dia

Na sexta feira aconteceu o último dia de histórias no JI de Meãs. Desta vez um grupo de mães dramatizou a história do "Coelhinho Branco". Parabéns às mães pelo momento de fantasia que proporcionaram às crianças.
As educadoras agradecem a todos os que contribuiram para tornar esta semana, uma semana de aprendizagens para as crianças. Muito obrigada!!!!






Contadora de histórias Graça

Pois é, a nossa vice-diretora do agrupamento está mesmo batizada como "contadora de histórias". Por quem? Por nós que gostámos muito, de mais uma história que nos contou na feira do livro.
Ora vejam lá se a avô não estava catita a contar a história da "Coelhinha Tita".





sexta-feira, 23 de março de 2012

Ciências na educação pré-escolar: semeámos milho e arroz

Semeámos milho e arroz com a ajuda da LACAM (Liga dos Amigos dos Campos do Mondego) nos dois Jardins de Infância. Milho e arroz é o que mais se vê nos campos perto do rio.

Centista Daniel e engenheiro Licínio - JI de Carapinheira

Cientista Pedro Martim e engenheiro Licínio- JI de Meãs

Esta semana fomos ao teatro

Foi uma semana intensa, com muitas atividades. Integrado na "Semana do Livro e da Leitura" também houve teatro : "O problema do corvo", pela companhia Partículas Elementares e "O rei que comia histórias", pela companhia Pandora. Os meninos do JI de Carapinheira viram o primeiro e os meninos do JI de Meãs viram o segundo.
Pena estas coisas não acontecerem mais vezes para os nossos lados. Os meninos gostam de teatro!
O problema do corvo
O rei que comia histórias

quarta-feira, 21 de março de 2012

3º dia de histórias no JI de Meãs

Hoje foi o dia da amiga e escritora Lurdes Breda vir contar uma história ao JI de Meãs. No fim fizemos a avaliação, tal como nos dias anteriores. Ora vejam...







terça-feira, 20 de março de 2012

Pai! Vamos brincar?

Um jogo do galo para o pai jogar comigo (JI de Meãs).



2º dia de histórias no JI de Meãs

Hoje o avó José Craveiro veio contar histórias. Sabe tantas!!!!!
Os meninos gostaram muito e os adultos também. Tenho um dedinho que me diz que o avô também gostou.




Sobre o dia do pai

Sobre o dia do pai posso repetir o que disse neste espaço quase há um ano a propósito do dia da mãe . Mas claro que não deixámos de assinalar este dia no JI da Carapinheira (os 2 grupos), com histórias, textos, desenhos, conversas alusivas e uma prenda para o pai.
Terminámos o dia com uma conversa muito interessante.
- Será que todos os  pais são ótimos como o da história? - perguntei
Uns diziam que sim, outros que não.
- O que é preciso para que um pai seja ótimo? De que precisam as crianças? - continuei
Com alguma discussão as crianças acordaram nas necessidades, assim enumeradas por elas: "mimo"; "brincar"; "educação" (significa nas suas palavras necessidade que as ensinem); "presentes"; "roupa"; "comida".
Pouco a pouco a idea de um pai ótimo para todos foi sendo desconstruida. Afinal todos conheciam pais que não dão mimo, ou pais que não brincam, ou pais que "não dão educação porque não querem saber dos filhos", pais que não dão presentes e pais que "não dão roupa e comida porque são pobres".
Mas, felizmente, todos concluiram que o seu pai é ótimo! Aqui ficam as fotos dos presentes dos pais ótimos.

Material:
- garrafa de vidro
-massa de modelar
-papel e lápis para a rolha/desenho 
-tinta acrílica 







segunda-feira, 19 de março de 2012

1º dia de histórias no JI de Meãs

A semana  iniciou-se com a vinda ao JIda equipa da ludoteca “O Dragão brincalhão” da Associação de Paralisia Cerebral de Coimbra.
Esta equipa presenteou-nos com uma maleta cheia de histórias ("O que é o amor",  "O nadadorzinho", "Era uma vez uma velha", "Papá, por favor apanha-me a lua"). As histórias foram saindo a pedido das crianças com canções acompanhadas à guitarra.
Foram vivenciados momentos com grande entusiasmo e suspence, quer durante o conto quer nas músicas que acompanharam as histórias.
No final as crianças agradeceram oferecendo um marcador de livros que fizeram.







Prémio Fundação Ilídio Pinho

Os JI,s do agrupamento estão na 2ª fase do concurso da Fundação Ilídio Pinho, "Ciência na Escola".
O projeto já foi aqui noticiado, fazendo referência ao seu "nascimento" (apropriação pelas crianças) e intitula-se "O rio e a vida".

sábado, 17 de março de 2012

Porque estamos em maré de histórias...

Uma pequena reflexão em torno da importância da literatura infantil no JI, realizada no contexto da formação que me encontro a fazer...
Registar histórias e comunicá-las integra a história da humanidade, desde o tempo em que não havia um código escrito para o fazer. Podemos buscar justificativas em diferentes teorias, nomeadamente aquelas que procuram compreender a ação humana em estreita relação com as necessidades do homem, mas também podemos simplesmente constatar a natureza histórica desse facto e observar a evolução na forma e estilos de o fazer. Impossível será não reconhecer a literatura como património histórico e cultural da humanidade, imprescindível, portanto, à nossa identidade de seres vivos do género humano.
A literatura infantil surge a par com o nascimento da ideia de infância na modernidade (Ariés, 1960), quando esta se começa a reconhecer enquanto categoria geracional distinta. Evidentemente, inicialmente a literatura era apenas acessível a crianças leitoras, ou seja, às crianças das classes altas.
A evolução trouxe a alfabetização generalizada e a democratização da literatura infantil em sociedades ocidentais como a nossa. Hoje é acessível a quase todas as crianças, sobretudo a partir do momento em que se tornam leitoras, dada a maior facilidade com que têm acesso a livros em contexto escolar. 
Os estudos da década de 90 do século XX e do início deste século revelaram como o acesso aos livros e a exposição a práticas pecoces de leitura é determinante na qualidade do percurso de leitor (ver por exemplo as revisões da literatura de Lourdes Mata), o que conjugado com os maus resultados obtidos por Portugal em literacia, por essa altura, levou a um forte investimento político em programas de incentivo à leitura através do acesso a livros, sobretudo em contexto escolar. O PISA de 2009 revela uma evolução significativa por comparação com o estudo de 2000 dos níveis de literacia entre a população estudantil. Uma relação de causa efeito?
Independentemente do apuramento dos efeitos desses programas, podemos buscar fundamento para a importância da literatura infantil em argumentação já sustentada em investigação. Ou seja, o uso pedagógico da literatura infantil, que  historicamente encontramos associado à educação moral das crianças, é hoje reconhecido como aliado do educador porque fornece modelos e ideias, alarga o tipo de experiências das crianças proporcionando-lhes conhecimentos que muitas vezes não conseguiriam obter por vivências diretas, «abre o apetite» para os livros e desperta novos interesses, ensina as crianças a lidarem e manusearem os livros, apoia as crianças na construção de muitos conceitos sobre a escrita e aumenta o seu vocabulário (Galda & Cullinan, citados por Mata, 2008).
São estes últimos argumentos que levaram as educadoras do agrupamento da Carapinheira a colocar duas linhas de ação no PAA dedicadas ao uso de literatura infantil em contexto de sala  de atividades: “ler histórias no jardim de infância”, que pretende alargar a intervenção a outros agentes da comunidade educativa; e o “projeto 2 histórias”, que visa fazer uma sistematização didática de pelo menos dois textos em todas as salas de atividades ao longo do ano. Há ainda a realçar a “leitura em vai e vem” (proposta do PNL) que deseja levar as famílias a participar semanalmente no projeto de cada criança leitora, para além do investimento particular em literatura infantil que cada educador faz na sua prática diária.
Um começo bem intencionado, com a consciência de que ainda há muito para fazer.



sexta-feira, 16 de março de 2012

Vai acontecer: 5 dias, 5 histórias

Na próxima semana no JI de Meãs vai  haver todos os dias uma história diferente, contada por pessoas diferentes. A entrada já está preparada, linda! Mais uma vez com a preciosa ajuda do Departamento de Artes e da BE do agrupamento.




quinta-feira, 15 de março de 2012

Espetáculo!

Os meninos do JI da Carapinheira puderam assistir ao conto de mais uma história, contada por pessoas diferentes.
Uma grande equipa uniu-se em torno da mesma ideia e o resultado foi um verdadeiro espetáculo.
Há algum tempo lancei o desafio de contar uma história no jardim de infância à sub-diretora do agrupamento de escolas (professora de português). Ela disse que sim e envolveu o diretor (professor de matemática com jeito para a música), alunos apoiados pela educação especial e a sua professora de apoio, e ainda 2 professores de artes.
Nas aulas de apoio e nas aulas de artes os alunos do 2º e 3º ciclos fizeram cartazes, instrumentos musicais e ensaiaram uma música. Aprenderam de certeza algumas coisas.
Hoje a sub-diretora transformou-se em contadora de histórias acompanhada à viola pelo diretor e os alunos e professores do 2º e 3º ciclos fizeram um grande coro.
A história do "Macaco do rabo cortado" foi um momento de prazer para os meninos que estiveram muito atentos e à tarde já sabiam a música.

"Do rabo fiz navalha,
da navalha fiz sardinha,
da sardinha fiz farinha,
da farinha fiz menina,
da menina fiz camisa,
da camisa fiz viola,
Tum, tum, tum que eu vou para Angola"


É nestes momentos que os professores se devem sentir orgulhosos do seu saber fazer acontecer. Não importa a idade dos alunos, quando a missão é fazer com que alguém aprenda alguma coisa.
Contadora de histórias Graça
Músico Ricardo Dias
Grande coro de professores e alunos
O livro oferecido pela contadora de histórias
Os instrumentos
O ensaio da música na sala


Olha a nossa quinta

Paula, olha a nossa quinta!
Bocados  de madeira (grupo2 do JI de Meãs)

terça-feira, 13 de março de 2012

A horta do JI de Meãs

Hoje a mãe do João Carlos apareceu no JI no papel de engenheira agrónoma para explicar coisas da sua profissão e ajudar na horta e jardim.O  Bernardo  trouxe as sementes e a Cristina e Bela  (auxiliares)  trouxeram alfaces, couves e espinafres.À mãe do Jony o nosso obrigado!